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Viver a unidade, ser um, mas ser radical no que não seja coerente, ser violento de coração. Queridos jovens, hauri desta consciência uma firme confiança: o esforço do cristão jamais é em vão. O cristão nunca trabalha sozinho. Não o esqueçais! Cada crente é um instrumento de Deus e com ele atua Cristo, mediante a força do Espírito Santo. Deixai que Deus atue em vós e por meio de vós.” (Discurso do Papa João Paulo II).

QUE O AMOR, A ALEGRIA, A PAZ E OS DONS DO DIVINO ESPIRITO SANTO SEMPRE ESTEJA CONVOSCO.... SHALOM

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdadeira alegria da castidade

A juventude é um tempo em que estamos particularmente predispostos à

alegria; à procura de divertimentos; abertos à novas experiências e

sensações. É um tempo em que é praticamente impossível ficar parado!

Nos envolvemos fácil e naturalmente em atividades agitadas que possam

nos proporcionar "felicidade", algum prazer, uma sensação de

liberdade, de potência; de juventude mesmo. Temos necessidade de certa

dose de aventura, precisamos descarregar adrenalina, colocar para fora

toda a energia que temos armazenada em nós; e isso é muito bom. É

sinal da nossa juventude, vitalidade e saúde física e mental.

Para encontrar o que procuramos, nos são oferecidas inúmeras opções.

Esportes radicais para todos os gostos: rappel, mountain bike, trilha,

skate, surf, bungee jump, alpinismo, snowboard (...); Filmes de todos

os gêneros: drama, policial, aventura, suspense, ficção científica,

romance "água com açúcar"; tudo isso sem falar nos muitos tipos de

Festa que aparecem por aí todos os dias: festa à fantasia, luau "não

sei de quê", uma noite "não sei onde", as raves (aquelas festas meio

clandestinas em que se ouve música e se dança ao ar livre ou em

tendas), festivais de rock... há também aquelas festas cujo tema são

bebidas alcóolicas: festa da Tequila, festival da cerveja... Além de

músicas nos mais variados ritmos, com letras com igual (ou até maior)

variedade de níveis, para "dançar a noite inteira" ou então para

"ouvir comendo chocolate", como se costuma falar...

Sem dúvida, um verdadeiro banquete para os nossos sentidos!

Como sabemos, os sentidos são como que portas que dão aceso à nossa

alma; e justamente por isso precisamos ter todo cuidado com aquilo

que, de certa forma, permitimos que passe através delas. O bombardeio

de sons, palavras, imagens, sensações enfim, nos fragiliza, nos deixa

praticamente sem defesa; acaba por roubar nosso coração e pensamento

do Bom, do Belo e surge em nossa consciência uma espécie de cortina de

fumaça, que dificulta a distinção, a separação do que é bom e lícito

para nós, daquilo que não nos convém como cristãos, como filhos

muitíssimo amados de Deus. Desse modo, acabamos por expor nossa alma,

nosso ser mais íntimo e as nossas faculdades (memória, afetividade...

e especialmente a imaginação) à contaminações e feridas que poderiam

muito bem ser evitadas se soubéssemos nos preservar, se ficássemos

mais atentos ao que "engolimos" através dos nossos sentidos.

Selecionar nossos divertimentos de modo algum nos fará "menos jovens";

mas certamente nos tornará mais responsáveis por nós mesmos e pelas

nossas escolhas, jovens maduros, que sabem do valor inestimável que

têm e por isso zelam por si mesmos e pelos outros. Não é, de modo

algum, impossível ser jovem, ser alegre e se divertir (e muito!) de

maneira saudável; sem abrir espaço ao pecado e à contaminação pela via

dos sentidos.

É preciso que tenhamos sempre a consciência de que somos Templo do

Espírito Santo (cf. I Cor 6,19) e, portanto, precisamos vigiar

rigorosamente a entrada da habitação do Senhor e glorificá-lo na nossa

vida e no nosso corpo.

É urgente que estejamos atentos sempre e em todo lugar; que deixemos

as obras das trevas e vistamos as armas da luz, assim nos fala S.

Paulo na sua carta aos Romanos (cf. Rm 13, 11-14). Ele continua:

"vivamos honestamente, como em pleno dia: não em orgias e bebedeiras,

prostituição e libertinagem, brigas e ciúmes. Mas revesti-vos do

Senhor Jesus Cristo, e não sigais os desejos dos instintos egoístas".

Como vemos, a sociedade daquele tempo tinha feridas parecidas com as

nossas, não é verdade?

Então, em vez de ocuparmos nossos sentidos e faculdades com

divertimentos que não fazem outra coisa senão nos empurrar para o

pecado; nos "ocupemos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro,

amável, honroso, virtuoso, ou que de algum modo mereça louvor".(cf. Fl

4,8) Assim seremos capazes de uma alegria perene, que não está

condicionada ao uso de entorpecentes ou qualquer coisa semelhante, e

principalmente, seremos capazes de divertimentos verdadeiros, que não

contrariem nossa natureza.

Como jovens cristãos precisamos, sim, nos divertir. Mais ainda,

precisamos ser alegres; mas acima de tudo, temos em nosso coração uma

necessidade profunda de nos preservar daquilo que nos corrompe e

afasta do Amor, sentido último da nossa existência.

Zelar pela nossa pureza, pela correção do nosso modo de agir, de

vestir e de nos comportar; lutar pela pureza do nosso olhar, pela

castidade no nosso modo de dançar; nos nossos relacionamentos

cotidianos; selecionar as músicas que ouvimos; os lugares que

freqüentamos; os filmes e programas que assistimos, nos recusando a

prestigiar espetáculos degradantes... Tudo isso reflete a profunda

gratidão do nosso coração ao Deus que nos ama e nos fez de modo tão

maravilhoso!

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