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Viver a unidade, ser um, mas ser radical no que não seja coerente, ser violento de coração. Queridos jovens, hauri desta consciência uma firme confiança: o esforço do cristão jamais é em vão. O cristão nunca trabalha sozinho. Não o esqueçais! Cada crente é um instrumento de Deus e com ele atua Cristo, mediante a força do Espírito Santo. Deixai que Deus atue em vós e por meio de vós.” (Discurso do Papa João Paulo II).

QUE O AMOR, A ALEGRIA, A PAZ E OS DONS DO DIVINO ESPIRITO SANTO SEMPRE ESTEJA CONVOSCO.... SHALOM

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cristão- Cristão X Cristão- Pagão

formação cristã Shalom
Às vezes fico a pensar como tem cristão que é cristão e como tem cristão que é pagão. Cristão-cristão sabe que o Batismo é a fonte da graça santificante, isto é, a graça que nos é dada por Deus para que sejamos santos, graça a ser vivida a vida inteira. Cristão-pagão considera o Batismo um evento social meio chato, com um monte de menino chorando e correndo pelo meio das mesas nas quais os adultos comem e bebem. Cristão-cristão sabe que existe um só Deus, Uno e Trino, cujo Filho deu a vida no lugar da nossa e que e Seu Sacrifício de amor é a única fonte da salvação de todos os homens. Cristão-pagão acha que todos os deuses são o mesmo Deus dos cristãos, que, no final, tanto faz Buda, Alá, Krishna, Energia Cósmica, tudo dá na mesma. Cristão-cristão sabe que só existe uma Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo em Pentecostes, vinda dos Apóstolos e que nela temos a verdade e, por ela, a salvação de toda a humanidade. Cristão-pagão crê que nem precisa de Igreja para salvar-se, que pode até ter uma fé pessoal, um deus só seu, sem fazer parte de nenhuma comunidade eclesial. Cristão-cristão sabe que a Igreja é o corpo de Cristo, isso é, que ele e todos os batizados formam, juntos, o Corpo Místico de Jesus, que tem a missão de continuar Sua missão de salvação sobre a terra. Cristão-pagão pensa que a Igreja é dispensável, que ser cristão se reduz a ir à missa aos domingos, aos casamentos e missas de sétimo dia. Cristão-cristão sabe que não basta ir à Igreja aos domingos ou fazer parte de uma comunidade. Sabe que daí brota – e aí é alimentado - o amor que o leva a desejar amar sempre mais, dar-se sempre mais e de todas as formas a Cristo e seus irmãos. Cristão-pagão crê que a Igreja e os sacramentos (confissão, Eucaristia, Crisma) são desnecessários, que basta amar e fazer o bem para agradar a Deus. Esquece-se que a única fonte de amor é Deus e sem Ele não se tem como amar. Cristão-cristão sabe que a felicidade consiste em amar a Deus acima de todas as coisas e amar o irmão como Jesus o amou, isto é, dando toda a vida sem restrições, sem nada reter para si. Cristão-pagão acha que ser feliz é não ter nenhum problema, preocupação ou perturbação. Cristão-cristão sabe que o sofrimento contém em si um sentido misterioso e sobrenatural que lhe foi impresso pela cruz de Cristo. Por isso, mesmo sofrendo é feliz. Cristão-pagão faz qualquer coisa para se ver livre do sofrimento: troca de igreja, vai a cartomante, a macumba, usa cristais, faz massagens esotéricas, qualquer coisa, desde que não sofra mais. Nem pensa em dar sentido ao sofrimento. Cristão-cristão, quando passa aperto financeiro, sabe que Deus aproveitará esta oportunidade para fazê-lo viver unido à pobreza de Cristo e da Sagrada Família. Continua trabalhando, ou buscando trabalho, e confia na providência do Pai. Cristão-pagão, quando passa aperto financeiro, diz que Deus se esqueceu dele e que não vê como ele tem sido bom, como tem ajudado aos pobres, como tem até pago o tributo da Igreja. Considera Deus ingrato e começa a jogar na loteria ou a se desesperar, preocupado com o dia de amanhã. Cristão-cristão pensa mais nos outros que em si. Vive para fazer os outros felizes. Cristão-pagão pensa mais em si que nos outros. Vive para que os outros o façam feliz. Cristão-cristão encontra a liberdade ao entregar-se a Deus, confiar Nele e obedecer ao Evangelho. Cristão-pagão encontra a escravidão ao entregar-se ao possuir, ao poder, ao prazer e confiar em si mesmo e esperar de si a felicidade. Cristão-cristão sabe que é chamado a ser diferente, que nem toda moda lhe convém, nem toda diversão o ajuda a crescer na graça, nem todo programa de TV ou leitura o levam para mais perto de Deus e, assim, em coerência com sua fé, simplesmente os evita. Cristão-pagão considera tudo isso besteira, pieguice, caretice e acha que pode fazer de tudo, que o negócio é curtir, que programas e leituras não influenciam os valores de ninguém e, assim, acabam por afastar-se cada vez mais de Deus e do Evangelho. Cristão-cristão cultiva a castidade e sabe que amar é doar-se. Cristão-pagão não conhece o valor da pureza e acha que amar é transar. Cristão-cristão, enfim, pensa como Cristo e vê o valor, a beleza e a riqueza do caminho estreito que leva à felicidade do amor. Cristão-pagão, enfim, pensa como o mundo e se deixa atrair pelo caminho largo que leva à infelicidade do egoísmo. Um é cristão e, coerentemente, pensa e age como o Cristo que ama. Outro, é cristão e, incoerente, pensa e age como os outros, como o mundo. Qual dos dois, em sua opinião, é feliz em toda circunstância e para sempre?

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